Para que serve um Contador?

Você sabe qual a margem líquida da sua empresa? Você sabe de forma detalhada o custo de cada produto e consequentemente qual resultado unitário? Você sabe quanto e para quem a sua empresa deve? Você sabe qual o giro detalhado do seu estoque? Você sabe qual a composição e distribuição dos gastos da sua empresa? Você tem certeza do perfeito recolhimento de tributos? Você sabe o que são obrigações acessórias?  Você sabe o que é elisão fiscal? Você sabe qual o melhor tipo de empréstimo a ser captado?

Se você sabe a resposta para estas perguntas, parabéns. Se não, pergunte ao seu Contador. Se ele não souber demita-o imediatamente!

A Burocracia na Abertura de Empresas

A burocracia no serviço público no Brasil, característica enraizada na cultura brasileira, tem a sua origem ainda na coroa portuguesa, quando, no intuito de controlar tudo e todos decidiu-se criar inúmeras regras e com isso dificultar quaisquer solicitações de serviços, dentre elas a exploração de novos negócios.

O estado continua ignorando o empreendedor, quando cobra caro pelos serviços prestados, e não oferece como contrapartida agilidade e resolutividade. Temos um estado pesado e caro sem a proporcional e correspondente eficiência.

Muito já foi feito e melhorado, contudo, somos ainda o país em que muito burocrático pára quem quer empreender.  Segundo estudo realizado pelo Forum Econômico Mundial, o Brasil ocupa em 135ª em um ranking realizado para medir a burocracia na abertura de empresas de 136ª países. Em último lugar da lista está a Venezuela e nos primeiros Nova Zelândia, Austrália e Georgia. Entre os países emergentes o destaque é para a China que continua ganhando posições.

O excesso de documentos e prazos para obtê-los é ruim para todos: estado e sociedade. Temos de lembrar que um país rico é aquele com muitas empresas, bem sucedidas e principalmente capazes de sustentar um estado e sociedade fortes através do recolhimento dos tributos e da geração de emprego e renda. Para tanto o governo deve adotar medidas objetivas para estimular e facilitar o surgimento de novas empresas.

Planejamento na prática

“… Deixa a vida me levar, vida leva eu…” não sejamos tão cruéis na análise desse verso, mas ele de alguma forma revela a nossa cultura em desprezar o planejamento, ou seja, o pensar antes de fazer.

Poeticamente falando, existe sim um romantismo em deixar a vida seguir e nos levar, mas o planejamento é a melhor maneira de construir um caminho, um futuro, pois diz também o ditado: “barco sem rumo, atraca em qualquer porto”.

Saibam que muitos dos problemas vividos por nós brasileiros, devem-se fundamentalmente à incapacidade de planejamento de nossos gestores e pensadores ao longo da nossa história.

Nas organizações, sobretudo nas de menor porte, não é diferente, nelas tudo funciona no mais perfeito improviso, sem concepção, sem rumo ou norte, e é claro que o resultado desse caos não poderia ser outro se não catastrófico, basta verificar as estatísticas de falência e insucesso.

Portanto, planejar, em linhas gerais é a premissa para quem quer construir um caminho, um futuro. Metodologias não faltam para isso, o que falta é enxergar a essência e importância em pensar a longo prazo antes de executar.

A Fábrica das Obrigações Acessórias

Resumidamente falando, obrigações acessórias são relatórios enviados aos diversos órgãos do governo, com informações diversas e ligadas a faturamento, lucro e outros.

Sendo mais objetivo ainda, o governo cada vez mais vem burocratizando a atividade empresarial e fazendo do ato de empreender algo bastante complicado. Fora todas as preocupações que ocupam a vida do gestor há ainda a de enviar pontualmente esses relatórios, que, aliás, se entregues fora dos prazos podem gerar multa.

No fundo essa também é uma maneira do fisco colocar as empresas para trabalharem para ele. E pode acreditar, ele (o fisco) faz isso com muita eficiência.

Finalmente, essa é também uma função importante e penosa do contador, que nesse caso trabalha de forma silenciosa, mas havendo falha inevitavelmente o empresário saberá.